Cotidiano Editorial: E-book
- 10 de jun. de 2015
- 3 min de leitura

Ao contrário do que pensamos, o e-book não é uma invensão atual. Ele vem sendo desenvolvido e
transformado desde 1971, quando Michael Hart criou o Projeto Gutenberg (a primeira biblioteca digital do mundo). Depois, em 1995, surge a primeira grande livraria online, criada por Jeff Bezos, esta é conhecida atualmente como Amazon.
A partir desse momento, vários leitores de livros digitais surgiram, fracassaram ou alcançaram sucesso. A própria Amazon é um exemplo de sucesso. Em 2007 lançou o Kindle, dois anos mais tarde o Kindle 2 e, em 2010, o 3. A inovação que, talvez, seja o resultado desse sucesso é a tinta eletrônica, que não cansa os olhos e imita o papel. Mas não é apenas esse leitor que faz sucesso. A Apple lançou o iPad, que permite a compra de livros eletrônicos na loja online iBookstore. E o Google também entra na disputa com o lançamento do eBookstore, com o maior catálogo de livros do mundo.
Contudo, toda essa inovação causa uma enorme mudança no cenário editorial, desde a renegociação dos contratos com os autores até a readiagramação dos livros existentes., para o formato digital. Sem esquecer, também, que, com a utilização de suportes que precisam de internet para disponibilzação ou divulgação, a pirataria aparece para bloquear a exclusividade de venda dos e-books pelas editoras.
De acordo com Judith de Almeida, especialista comercial da Editora Autêntica, a estratégia inicial para a comercialização do e-book é a adequação das editoras para esta migração, que conta com a atualização contratual com os autores e a capacitação dos profissionais envolvidos.
Outro ponto é a negociação da venda dos livros digitais, pois os autores podem negociar a venda diretamente com os distribuidores digitais, deixando, assim, de lado a intermediação da editora. ’Pode acontecer uma demanda de autores que vão negociar direto com as distribuidoras sem passar pela editora.’’

Apesar de já existir livros na versão digital, as versões gratuitas, disponibilizadas em formato pdf, obteveram um número grande de downloads. Então, um dos problemas encontrados na comercialização dos livros digitais é, não apenas no valor dos ebooks no mercado, mas também o custo de um suporte para sua leitura, seja o tablet, o Kindle, ou outro. De acordo com Judith, a popularização dos leitores de e-book seria um grande e bom passo para a disseminação dos livros digitais. A questão do custo para o leitor com o livro digital, também é discutida, pois, segundo Judith, ”o leitor leria um livro digital, mas, talvez, não o comprasse”.
‘’Outra ameaça é o monopólio, por exemplo, hoje da Apple. O que você compra na loja da Apple, você só baixa em aparelho da Apple. E o Kindle faz a mesma coisa com a Amazon.’’ Ao invés de fazer vários formatos para diferentes distribuidoras e aumentar o custo de produção, seria mais viável fazer apenas uma formatação e mandar para as diversas distribuidoras. ’’O fato de cada um estar prendendo seu tablet, ele não é saudável para o negócio.’’
“(...) o formato digital é muito mais uma possibildade de novos conteúdo, com outra interações, mais interativo, mais dinâmico do que simplesmente pegar o meu catálogo (temos 500 livros), pegar todos esses 500 livros e fazê-los no formato digital.”
Por fim, Judith afirma que “o marketing dos livros digitais é uma grande dúvida para as editoras, principalmente, no caso dos livros que não existem no formato de papel”.




















Comentários